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Ultimate Rap Power



Eu só quero compartilhar algumas das canções de rap, que empurraram mais difícil em minha vida B-boy fazendo o upload de uma mixtape pouco.
Você vai encontrar lá apenas poderoso uptempo faixas para o seu hee prática energética.
enough said, check it out;)


Duração: 43:11
bitrate de 320 kbit / s

Faixas
1 Torpedo Bootz - Start Wishing (andi remix)
2 Poor Righteous Teachers - Mi Fresh
3 AMG - Don't Be A 304
4 Freestyle Fellowship - Hot Potato
5 Cypress Hill - Lick A Shot
6 GangStarr - Code Of The Streets
7 GangStarr - Take It Personal
8 Ed O.G - I Got To Have It
9 MC Search - Don't Have To Be
10 Souls Of Mischief - 93 Till Infinity
11 Kidz In The Hall - Wheelz Fall Off
12 Das EFX - They Want EFX (andi remix)
13 Jin - Learn Chinese
14 Mellow Man Ace - Hypest From Cypress
15 Genesis Beatz - DOOOM
16 Busta Rhymes & A Tribe Called Quest - Wild Hot
17 Beastie Boys - Get It Together
18 A Tribe Called Quest - Scenario Remix
19 Psycho Realm - Scandalous
20 LL Cool J - Mama Said Knock You Out
21 KRS One - Sound Of Da Police
22 Da Lench Mob - Ain't Got No Class
23 Tha Mexakinz - Cok Bak Da Hamma
24 Fort Minor - Petrified, Petrified Los Angeles Remix
25 Macklemore - B-boy
26 K-Os - B-boy Stance (andi remix)
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Baixar Run DMC - Back from hell (1990)



Tracklist:
01. Run DMC - Sucker D.J.'s
02. Run DMC - The ave.
03. Run DMC - What's it all about
04. Run DMC - Bob your head
05. Run DMC - Faces
06. Run DMC - Kick the frama lama lama
07. Run DMC - Pause
08. Run DMC - Word is born
09. Run DMC - Back from hell
10. Run DMC - Don't stop
11. Run DMC - Groove the sound
12. Run DMC - P upon a tree
13. Run DMC - Naughty
14. Run DMC - Livin' in the city
15. Run DMC - Not just another groove
16. Run DMC - Party time
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Baixar Ultimate Rap Power Vol 2
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track list:
1 Mad Flava - From Tha Ground Unda
2. Hardnoise - Untitled (mix)
3. The Roots Boom
4. Erik B - Rakim - Juice (Scratch Bastid Remix)
5. Hijack - The Badman Is Robbin
6. Intelligent Hoodlum - Arrest The President
7. Ugly Duckling - Let It Out (andi loop)
8. Above The Law - What Cha Can Proove (andi mix)
9. Madkap - The Whole Kit & Kaboodle
10. Run DMC - Ooh, Watcha Gonna Do
12. Method Man - Release Yo'delf (Prodigy Remix)
13. MC Lyte - Ruffneck
14. Jungle Brothers - JB's Comin Thru vs Rakim - I know you got soul
15. Promoe - Off The Record
16. Erik B & Rakim - Lyrics Of Fury
17. The Roots - Thought At Work
18. East Flatbush Project - Tried By 12
19. Aceyalone - Lost Your Mind
20. Tony Touch - Que Es Eso
21. Tony Touch - Capicu
22. Jurassic 5 - Improvise
23. Kick The Can Crew - Sayonara Sayonara
24. Set It Off (japanese cover feat. Muro, Dabo I cannot type the japenese signs tho :) )
25. Mc Sniper - Better Than Yesterday


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Tupac Amaru Shakur, também conhecido por 2Pac, Makaveli, ou simplesmente 'Pac, foi um rapper, ator, poeta e ativista social. Ele entrou para o Guinness Book como o maior vendedor de CD de gangsta rap, com mais de 75 milhões de álbuns por todo o mundo, incluindo 50 milhões somente nos Estados Unidos. Seu nome de nascimento era Parish Lesane Crooks, porém sua mãe alterou logo após o nascimento, mudando a certidão de nascimento de acordo. Tupac Amaru significa "Serpente Resplandecente" em quechua, e é uma homenagem ao líder revolucionário Tupac Amaru II. Shakur é a palavra árabe que significa "grato a Deus". Suas músicas tratavam da violência, desigualdade racial e às vezes de disputas com outros cantores de rap. Muitos fãs, críticos e membros da indústria fonográfica o nomeiam como o maior rapper de todos os tempos. [leia mais via wiki]

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quinta-feira, julho 02, 2009
Brasil Hip Hop, o mundo do Hip Hop Brasileiro, para você amante do Hip Hop. Performances dos bboys e bgirls do nosso brasil.
Todos os elementos aqui, Rap, Break, Graffiti e DJ.

BRASIL HIP HOP Na cultura Hip Hop desde 2001, o Luziense Pedro Diego "Nobe Rimador" foi um dos fundadores do grupo Quebra Banca em 2004, grupo qual teve suas primeiras experiências no palco. Em 2005 com sua saída do grupo, inicia seu projeto solo o EP intitulado "Apresentando a vocês" em parceria com o MC e beatmaker Gurila Mangani. Em 2009 Nobe dara início ao processo de produção de seu primeiro álbum, que sera produzido pela Xeque Mate Produções.

Brasil Hip Hop, o mundo do Hip Hop Brasileiro, para você amante do Hip Hop. Performances dos bboys e bgirls do nosso brasil.
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BRASIL HIP HOP


Um dos principais grupos de rap e hip hop brasileiros, surgiu no final da década de 80 na periferia de São Paulo com um discurso contra a opressão às populações marginalizadas nas grandes metrópoles brasileiras. A primeira gravação foi em 1988, na coletânea "Consciência Black". Dois anos depois, o primeiro disco solo, "Holocausto Urbano" levou o grupo a fazer uma série de shows pela Grande São Paulo, tornando-o mais conhecido. Em 1991 abriram para o show do grupo norte-americano Public Enemy, um dos pioneiros e mais famosos grupos de hip hop. A partir de 1992 os integrantes dos Racionais passaram a desenvolver um trabalho voltado para comunidades pobres da periferia, fazendo palestras em escolas sobre drogas e violência policial, racismo e outros temas. Combativos, em suas letras procuram passar uma postura até mesmo agressiva contra a submissão e a miséria, usando a linguagem da periferia, com gírias e expressões típicas. No final de 1994 um show no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, acabou em confusão e quebra-quebra quando os integrantes do grupo foram presos pela polícia sob acusação de incitação à violência. A violência policial é um dos temas mais constantes nas letras dos Racionais. O disco "Sobrevivendo no Inferno" levou o sucesso do grupo a um outro patamar, alcançando a marca das 500 mil cópias vendidas. No entanto, o conjunto adota uma postura dúbia em relação à mídia e à indústria fonográfica, que dizem ser parte do sistema que combatem. Algumas músicas dos Racionais são "Fim de Semana no Parque", "Pânico na Zona Sul"; Mulheres Vulgares", "Hey Boy", "Diário de um Detento", "Fórmula Mágica da Paz", "Homem na Estrada". A formação do grupo é com Mano Brown, Edy Rock, Ice Blue e Kl Jay.
Fonte:Noticiário Periférico

quinta-feira, julho 02, 2009 1 ,
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MC (Mestre de Cerimonias ou Controlador de Microfones)- é importante ressaltar, que, o mc de nada tem a ver com a pessoa do rapper, pois, a sua existência se faz anteriormente na própria Jamaica, como já vimos na matéria anterior. A figura do mc passa portanto a tomar sua devida forma e conotação, nas ruas do bairro do Bronx, nas festas organizadas por Kool Herc, em 1975. Garotos bem ousados, improvisavam rimas e interagiam com o público através delas, obtendo repostas uníssonas e vibrantes. E é dessa forma que surge Coke La Rock , considerado o primeiro “mestre de cerimonias” da história do hip-hop americano. La Rock se tornou responsável por frases que até hoje fazem parte da “cultura gringa”:

“Rock tha house! To the beat y’all! Rock on! You don’t stop!”

A partir de então outros nomes passaram a fazer parte do universo rimático, como é o caso de Clark Kent e Lovebug Starski, um dos prediletos de Afrika Bambaata. Pode-se afirmar inclusive, que, Starski fora um dos responsáveis por popularizar a expressão “hip-hop”, antes mesmo do surgimento da “nova cultura”, através da eterna frase:

“Hip-hop till you don’t stop!”

Batalhas- tudo acontecia às mil maravilhas no “novo reino da cultura urbana”, até que um mc de nome Busy Bee, resolve esquentar o clima, alegando que as rimas improvisadas de tons festivos estavam se tornando “coisa de Marica”. Então, no inicio dos anos 80, ele passa a fazer rimas desafiadoras contra outros mcs. Tal prática, desencadeou no público um efeito ainda mais intenso que as antigas rimas. Em 1987, o rapper Kool Moe Dee, lança em seu álbum rimas em forma de batalha contra o rapper LL Cool J, enquanto que o grupo Boggie Down Productions (BDP) repetem a dose, implementando este estilo em suas músicas, em afronta ao Juice Crew, resultando em consideráveis vendas de LPs e shows abarrotados.


Cabe lembrar que pelo fato do hip-hop ser uma cultura criada um meio a desordem social, batalhas como estas estão presentes em todos os elementos do hip-hop, em formatações respectivas à cada atividade: no graffiti, existe a batalha de cores; no breakin’, no poppin’ e no lockin’, a batalha da dança; no dj, a batalha de scratch; e no rap, a batalha de mcs...Ao contrários dos conflitos das gangues de rua, por disputas de território, estas batalhas só servem para entreter as pessoas e testar o nível de capacidade de cada
competidor. Seja bem vindo ao jogo!

Rapper- você deve estar se perguntando: mc não é sinônimo de rapper? Não! Os primeiros rappers surgem por volta de 1976, através das vozes dos The Furious Five, produzidos pelo dj Grand “Master” Flash, que passam a introduzir versos completos e rimados, o quê podemos denominar de “rap (rhytm and poetry)”.

É importante destacar que o mc pode ser um rapper ou vice-versa, como também, todo e qualquer membro da cultura hip-hop, pode assumir mais de um elemento contido nela – de acordo com seu dom – porém, cada elemento possui seu valor distinto...

Beat Box- quando não se tinha à mão a presença dos toca-discos, a improvisação instrumental tomava corpo através das batidas e efeitos desenvolvidos através da boca, denominando-se beat box. Depois de sua aparição, esta modalidade se tornou um atrativo à mais em muitos palcos e álbuns de rap. Um dos nomes mais respeitados nessa técnica é o de Buffy. Integrado ao grupo Fat Boys, Buffy se torna popular sendo conhecido como “Buff, o Beat Box Humano”, chegando a ganhar, em 1993, um concurso de talentos no Radio City Music Hall.

Um bom exemplo de batalhas de mcs no Rio, são os eventos realizados pela Brutal Crew, que consegue reunir rimadores de todos os cantos do estado, chegando a receber inclusive, visitantes de outros estados. Em Campo Grande, dentre muitos representantes, destaco a presença inusitada e ativa de uma mc: Queen, assumindo a dupla personalidade mc-rapper.

quarta-feira, julho 01, 2009

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Hannah Lima (Rio de Janeiro)

Nascida em Carangola, M.G., veio para o Rio de Janeiro ainda criança com os seus pais e cresceu entre os bairros Flamengo, Vila Isabel e Rocha Miranda.A cantora e compositora Hannah Lima tornou-se grande representante feminina da fusão RnB e RAP assumindo corajosamente as semelhanças e diferenças entre essas duas vertentes musicais da Cultura Negra, gravando o seu primeiro CD em 1999 intitulado "Intuitiva".

Compondo e participando em vários trabalhos com artistas como: Lady Zu, Débora Blando, SNZ, Kelly Moore, Black Alien, MV Bill, Macarrão, Buiúdadoze, Kapella, Labuta , Edd Wheeler , entre outros.

Vera Veronika (Brasília)
Integrando e Militando no movimento cultural HIP-HOP desde o ano de 1992, VERA VERONIKA actua como Rapper, Pedagoga, Palestrante e Produtora de eventos culturais, voltados para as comunidades carentes, jovens em estado de risco, questões raciais e de género e projectos sociais.

O 1º trabalho solo, intitulado VERA VERONIKA CANTA-MPB-RAP Música p/ o Povo Brasileiro em Rítmo e Poesia, é um cd com 26 faixas,entre musicas e interludes RAP´S , SAMBAS; REGGAE;CHARES e MPB, com variadas participações como GOG , X-ex cambio negro ,DINO BLACK ,DJ RAFFA, R-DY, REY- cirurgia moral , entre outros nomes do RAP NACIONAL .

Vanessa Jackson (São Paulo)
Nascida numa família de músicos, o pai Francisco Moraes, é musico profissional e o seu tio, o mítico pianista de samba jazz Dom Salvador. Passou pelo conservatório para estudar música clássica e aos treze anos iniciou sua carreira como cantora na noite, fez backing-vocals, dos grupos Art Popular, Soweto e Wilson Simoninha.

Eleita pelo público com aproximadamente 18 milhões de votos, ganhar o FAMA, foi o primeiro passo que a consagraria entre os grandes nomes da MPB. Cantou ao lado de grandes nomes como: Jimmy Cliff, Youssou N`Dour, Araketu, Roberto Carlos, Dog Murras, Erica Nelumba, Shaggy, entre outros.

Vanessa Jackson apresenta-se no Bourbon Street onde começou a sua carreira e continua a fazer shows e eventos para: Ambev, Tim, Sansung, Casas Bahia, Grupo Martins, Bic, Festa 1º Maio e Festa da Virada de Ano na Avenida Paulista, e outros que estiveram entre os contratantes que apreciaram a sua performance contagiante.

sábado, junho 27, 2009

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HIP HOP DE SÃO PAULO


Como já disse anteriormente rap quer dizer ritmo e poesia. Ao contrário de que muitos pensam e dizem por aí, o rap foi criado na Jamaica e não nos Estados Unidos... Por volta de 1960 na Jamaica existiam os "sound systems" muitos populares na ilha, pois sem dinheiro a população dos guetos iam para as ruas e ficavam escutando músicas nesses "sound systems" que eram na época algo como hoje em dia é um trio elétrico para nós aqui, só que em escalas bem, mais bem menores.Com as músicas com ritmos jamaicanos rolando os "toaster" que eram como os mc's (mestre de cerimônias de hoje) ficavam falando frases e discursos sobre as carências da população, os problemas econômicos, a violência nas favelas, enfim sobre a dificuldade em geral da classe baixa dos guetos. A ida desta nova forma de música para América até então, aconteceu no início de 1970, pois vários jamaicanos tiveram que deixar a ilha do Caribe e emigrarem para a América por problemas econômicos e políticos.Um dos caras que foram para os USA e desembarcaram em Nova Iorque, foi o dj Kool Herc - trazendo em sua bagagem toda a sua experiência naquele ritmo dos guetos da Jamaica. Com a divulgação do novo estilo de se fazer música até então, desconhecido por lá, começou a surgir grupos de rap por todo gueto de NY. Quanto ao primeiro registro fonográfico de rap, a divergências entre os estudiosos, alguns dizem que foi o grupo "Sugar Hill Gang" que gravou o 1º registro em vinil para o grande público, outros falam que foi o grupo "Fatback" com a célebre "King Tim Ill" por volta de 1978...

Fonte: Vida loka

sexta-feira, junho 26, 2009




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HIP HOP DE SANTA CATARINA

O melhor do Hip-Hop de raiz na zona sul, é em Botafogo no morro Santa Marta. Se você é um militante, produtor, dançarino, mc, grafiteiro ou adepto do rap, será meu convidado especial.O evento já está na sua 6º edição. Com vários rappers presentes soltando o verbo ao vivo, e mandando seus pensamento através do rap, o Hip-Hop Santa Marta, está sendo o ponto de encontro da cultura que a cada dia cresce de forma construtiva. Nosso intuito é dar oportunidade aos artistas que produzem seus Cds e não tem espaço para divulga-los. Além de estar formando outros artistas locais, nossa idéia é estar sempre levando a informação que normalmente as grandes emissoras se omite.O morro já tem história dentro do hip-hop, pois em meados de 1999 as comunidades se encontravam para prestigiar o Viva Zumbi. Muitos assuntos eram discutidos e com isso os moradores tinham suas críticas ouvidas por alguém que realmente se interessava em buscar uma solução...De 2000 à 2007 o Hip-Hop esteve um pouco ausente, até o rapper Fiell vir morar na comunidade, e em setembro iniciar o grande evento Hip-Hop Santa Marta.Hoje o Visão da Favela Brasil tem vários projetos em andamento dentro do Morro Santa Marta. Exemplos:(Hip-Hop Santa Marta, Pintando o morro, Sessão Santa Marta, Bate Papo e outros)...Todos os projetos estão sendo concretizados de forma independente, porém precisamos de parcerias para ir mais alem e prestar um melhor serviço a comunidade.Em breve toda sociedade irá poder conhecer mais sobre o Hip-Hop dentro do Santa Marta. Pois já está em fase final o primeiro CD ao vivo do evento e o DVD documentário que está em andamento.O Visão da Favela Brasil e quem está realizando todo esse trabalho dentro da comunidade Santa Marta. É uma organização não governamental e cujo presidente é o Rapper Fiell.Nossos trabalhos, através do Hip-Hop, são dedicados aos adolescentes que moram no morro Santa Marta, porém os adultos estão inclusos também. Entendemos que as crianças precisam de atenção e referência, e se nós nos omitirmos em dar essa atenção poderemos perdê-las...Então nosso papel na sociedade é:... Educar hoje para não prender amanhã....

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A cultura Hip Hop, da qual o rap faz parte junto com o grafite e a dança break, deu o ar da sua graça no Brasil no começo dos anos 80 (poucos anos depois de seu surgimento, nos Estados Unidos), mais notadamente em São Paulo. Ela chegou pelas mãos das equipes que faziam os bailes soul e dos discos e revistas que começaram a ser vendidos em lojas nas galerias da Rua 24 de Maio, no Centro (mesmo local onde, na mesma época, encontravam-se os integrantes do nascente movimento punk). Os primeiros a aparecer foram os dançarinos de break que, expulsos pelos comerciantes e policiais da região, transferiram-se para a estação de metrô São Bento. Logo houve uma cisão entre esses breakers e os rappers (também conhecidos como tagarelas), que começavam a fazer seus versos e tiveram que se bandear para a Praça Roosevelt. Pouco tempo depois, eles se tornaram a facção mais forte e atuante do hip hop paulistano, levando até alguns breakers a tornarem-se rappers.

O registro inicial do rap brasileiro é a coletânea Hip Hop Cultura de Rua (1988, Eldorado). Ela trouxe faixas dos grupos Thaíde e DJ Hum (produzidas por Nasi e André Jung, do grupo de rock Ira!), MC Jack, Código 13, entre outros. Debutava no Brasil o estilo musical baseado em falas ritmadas despejadas por cima de bases dançantes tiradas de discos de funk, com eventuais scratches (os arranhões, efeito que os DJs obtêm ao fazer o disco ir para frente e para trás no prato). No entanto, a estética discursiva típica do rap já havia sido usada, um ano antes, para a confecção de um grande sucesso de rádio: Kátia Flávia, que o carioca Fausto Fawcett gravou com os Robôs Efêmeros. Os scratches também já haviam aparecido em disco em Estação Primeira (87), da banda paulistana Gueto.

Em 1988, outra coletânea de rap foi lançada em São Paulo: Consciência Black (primeiro disco do selo Zimbabwe). Nela, estava um grupo que daria muito o que falar nos anos seguintes: os Racionais MCs. Em suas duas músicas, Pânico na Zona Sul e Tempos Difíceis, Ice Blue, Mano Brown, Edy Rock e o DJ KlJay deram uma visão nada amenizada de como era dura a vida do jovem negro e pobre que mora na periferia paulistana, perdido entre o crime e a injustiça social. No começo dos anos 90, Thaíde e DJ Hum e os Racionais eram reconhecidos com os mais sérios e importantes nomes do rap paulistano, sempre envolvidos com campanhas de conscientização da juventude e movimentos de divulgação, unificação e promoção do hip hop no Brasil.

Em 1993, quando lançou seu terceiro LP, Raio X Brasil, os Racionais eram uma unanimidade na periferia, atraindo até 10 mil pessoas por show, e foram convidados para abrir a apresentação paulistana do Public Enemy, um dos mais importantes grupos do rap americano. As músicas desse disco independente – em especial Fim de Semana no Parque e Homem na Estrada – conseguiram furar o bloqueio das rádios, levando o nome da banda a um público que talvez nem suspeitasse haver músicas de tal contundência. Logo, foi editado pela Continental um CD reunindo as músicas dos três discos dos Racionais.

Naquela mesma época, surgiu no Rio de Janeiro uma inesperada força do rap: o adolescente branco de classe média alta Gabriel Contino, vulgo Gabriel o Pensador, que estourou no final de 1992 nas rádios com a música Tô Feliz, Matei o Presidente, direcionada para Fernando Collor, que havia acabado de renunciar em meio a um processo de Impeachment por corrupção. Contratado por uma grande gravadora, ele voltou às FMs com músicas como Lôraburra e Retrato de um Playboy, que, apesar do tratamento mais pop da produção, traziam em suas letras violentas críticas aos costumes da abastada e deslumbrada juventude carioca. Pouco tempo depois, Gabriel (que sempre procurou estar ligado ao movimento hip hop), participou da primeira coletânea de rap carioca, Tiro Incial, da qual fez parte outro nome do qual se iria ouvir falar: o rapper MV Bill, da Cidade de Deus.

Paralelamente, o rap se espandia para outras partes do Brasil, inspirando uma série de artistas, como o Câmbio Negro e o GOG (de Brasília), o Faces do Subúrbio e o Sistema X (de Recife, onde também surgiu o rapper-embolador Chico Science), Da Guedz e Piá (Porto Alegre) e Black Soul (Belo Horizonte). Mais para o meio da década, o rap experimentou no Brasil suas primeiras fusões com o rock, em bandas como a carioca Planet Hemp (de Marcelo D2) e em grupos de rap que viraram banda, como o paulistano Pavilhão 9 (referência ao local no presídio do Carandiru onde mais de 100 presos foram executados de uma vez só pela polícia) e Câmbio Negro.

O grande momento do rap brasileiro, porém, foi em 1998, quando os Racionais MCs lançaram o disco Sobrevivendo no Inferno, a obra-prima do rap nacional, que ultrapassou a barreira da periferia paulistana com a música Diário de um Detento. Relato de um prisioneiro do Carandiru sobre a rotina e suas elocubrações no dia 1o de outubro de 1992 – ou seja, um dia antes do massacre. O videoclipe, gravado no próprio Carandiru, acompanhou em ritmo de documentário a arrepiante letra de Mano Brown. Acabou sendo escolhido pela audiência da MTV o melhor vídeo do ano. O disco, que ainda trazia músicas como Jorge da Capadócia (de Jorge Ben Jor), Capítulo 4, Versículo 3 e Periferia é Periferia (Em Qualquer Lugar), Sobrevivendo vendeu mais de um milhão de cópias, recorde para um lançamento independente. Prova da incrível popularidade (e credibilidade) conquistada pela banda – em maior grau, entre o público da periferias das grandes cidades brasileiras, ainda que a sua mensagem tenha tido alguma penetração entre a juventude branca de classe média.

O sucesso dos Racionais garantiu uma boa exposição para o rap brasileiro, levando as gravadoras a contratar mais e mais artistas do gênero no fim dos anos 90 (época em que o rap também esteve mais forte do que nunca nos Estados Unidos). MV Bill, apadrinhado dos Racionais, relançou seu disco de estréia CCD Mandando Fechado com o título Traficando Informação pela gravadora Natasha, de Paula Lavigne, mulher de Caetano Veloso – e, no Free Jazz Festival de 1999, apresentou-se com o grupo de rap americano The Roots. Marcelo D2 lançou seu primeiro disco solo, Eu Tiro É Onda (98), que trouxe uma inspirada fusão de rap com samba.

Em Recife, o Faces do Subúrbio apostava, por sua vez, na embolada-rap. São Paulo, porém, permaneceu sendo o grande foco da produção de rap no Brasil, com uma forte cena baseada em uma série de selos independentes. De lá, saíram nomes como DMN, De Menos Crime, RZO, Xis e Dentinho e os Detentos do Rap, formado por presidiários do Carandiru (cujo primeiro disco trazia a irônica inscrição: "Contatos para shows: não disponível no momento). Aliás, a fascinação do rap pelo tema da criminalidade (expresso nos Estados Unidos na chamada vertente Gangsta Rap) levou uma série de artistas a gravarem, em 1999, um disco só com composições de um dos mais célebres bandidos cariocas, o ex-líder do tráfico José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha.

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