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CONEXÃO BRASIL HIP HOP A cultura house surgiu primeiramente com a música house. No início dos anos 80 quando os DJ’s de Chicago (Estados Unidos) começaram a mixar músicas da Disco em programas de bateria eletrônica. Uma danceteria chamada Warehouse onde surgiram esses DJ’s deu origem ao nome do estilo de música. No final dos anos 80 as pessoas começaram a se mover de uma maneira diferente ao som daquela batida. Esse movimento corporal ficou conhecido como Jacking.

Os Clubs de Chicago e Nova Iorque desenvolveram essa cultura. A dança House não teve apenas um criador, pois foi de certa forma uma dança coletiva. Porém há nomes muito importantes que deram uma grande contribuição para esse estilo como Brian Green e Space Capitol.

Características do House Dance:

Jacking: a origem da dança house está nesse passo, pois marca o ritmo e dá a essência dessa dança. Os passos são executados no Up Tempo (contra tempo), dentro da batida típica do house e sempre usa o HiHat (chimbal) como guia rítmico. O House tem uma grande influência da Salsa e do Tap (sapateado americano). Nos anos 90 muitos movimentos de chão foram introduzidos e uma grande influência da Capoeira está presente hoje em dia nesse estilo de dança.

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O COMEÇO DA MÚSICA BREAK BEAT O Break (quebra) da música já existe há muito tempo, mas não antes dos anos '70 onde veio a se popularizar. A quebra da música é uma certa parte de uma música do disco que você sempre espera para dançar mais selvagemente. Você deixa que seus sentimentos te conduza, mas esta quebra sempre deixa você muito engraçado porque geralmente é muito curta para que você desenvolva a sua criatividade até o fim. Sempre que ela está no auge, cantor volta e a quebra vai embora.



A quebra da música que foi chamada no começo de música Be Bop, música Rap, e mais que tudo de Hip-Hop, também música Beat (com batida).



Aquela batida que faz você dançar sem parar, com continuidade, tem um responsável por fundar este tipo de música e seu nome é Kool D.J. Herc.



Em meados dos anos '70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee. Este último que só tocava músicas do estilo Disco e Kool D.J. Herc trouxe esta nova forma de música que ficou marcada somente no Bronx para nós, que regularmente tocava no ar em uma estação de rádio e ele chamava de música B. Beat.



Kool D.J. Herc foi o maior e mais seguido de todos os D.J.'s do Bronx. E vimos Herc tocando numa pequena escola de ginástica onde todos deliravam aos seus B. Beats. Era incrível pois ninguém entendia o que ele fazia realmente com os discos. Um dos discos que Herc descobriu para fazer seus B. Beats era a música Bronx Nation Anthem por mais de oito anos o disco foi chamado de Apache tocado pelos incríveis Bongo Band, que nos deu o Hit chamado Bongo Rock, este disco do Apache foi gravado em '73 e foi considerado o Top Hit de Beat de todos os tempos. Se você é um B.Beat (Hip-Hop) D.J. e não tem este disco você não é um D.J. de Break Beat. Kool Herc começou com uma coisa chamada Rappin' onde nasceu as gírias, Rock On, Rock and Don't My Melow, que logo foi aderido pelos moradores do Bronx.



De qualquer modo em meado dos anos '70 outro jovem D.J. que foi inspirado por Kool D.J. Herc, Kool D.J. Dee, Disco King Mario, começou a aparecer e crescer no cenário da música B.Beat chamado Afrika Bambaataa.


Ele tinha algo de grandioso da música B.Beat de Kool Herc, ele começou a trazer novos discos e fazia as pessoas dançarem como um trovão, e decidiu de chamá-los de Zulu Nation. Nos próximos anos Bambaataa seria o responsável pelas gírias; Shock The House, Shocking On, Don't Stop The Body Rock, Sure Shot Th Body Rock. Nesta mesma época apareceu outro D.J. com o nome de Grand Master Flash, que ajudou a reformular o jeito de rimar em cima dos Break Beats, não foram Sugarhill Gang, D.J. Hollywood ou Eddie Chebba e Kurts Blow que começaram rimar em cima dessas batidas, foram realmente Grand Master Flash, Mele Mel, Kid Creole e Keith Cowbow que começaram o fenômeno das rimas.


Se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash, os que vieram depois só ajudaram a construir o que chamamos de Hip-Hop.

Brasil Hip Hop, o mundo do Hip Hop Brasileiro, para você amante do Hip Hop. Performances dos bboys e bgirls do nosso brasil.
Todos os elementos aqui, Rap, Break, Graffiti e DJ.


Graffiti - para que você tenha uma idéia nítida de como identificar um graffiti, basta entender que toda ou qualquer inscrição feita na parede, é um graffiti.

Conhecido pelo nome original “grafito”, o graffiti pode ser considerado a primeira forma de escrita do mundo. Durante a década de 60, o graffiti assume nas ruas da França e Itália, um formato um tanto diferenciado pelo qual estamos acostumados a identificá-lo, sem a predominância multicolorida, com letras e desenhos abstratos e tridimensionais, que nos permitiria admirá-los, sendo visto através de frases de resistência à um sistema opressor (bem parecido com àquelas frases de “fora FHC” ou a famosa “Diretas Já!” que predominam ainda hoje nos muros de nossa cidade). Já na década 70, o graffiti reaparece, só que desta vez, nos Estados Unidos. Assumindo um estilo de protesto diferente dos países europeus, ele adquire um formato bem próximo do que viria a ser o seu original nos anos seguintes: com frases e desenhos multicoloridos nos vagões de metrô. Então, é neste período que a “graffiti spray can art” passa a assumir o seu formato definitivo, sendo vista de maneira frontal, e direcionando o seu nome o quanto arte e desenvolvendo estilos, sendo praticada agora pelos adolescentes negros e hispânicos dos bairros nova-iorquinos. Inspirados por nomes como Vaungh Bodê (cartunista muito popular na época, que retratava em seus quadrinhos um mundo de magia e fantasia, num ato de protesto à guerra do Vietnã), estes jovens, numa busca, mesmo que inconsciente, de sua afirmação social, procuravam dar asas aos seus estilos nos vagões de metrô, paredes de linhas férreas, prédios abandonados, muros e becos da cidade de Nova Iorque:


“Era como pular uma cerca, uma cerca escolar. Você escreve seu nome no pátio, espera o trem passar, e daí ganha o dia: Uau! Meu nome está viajando em Nova Iorque inteira!” - (KRS-One/ rapper e grafiteiro)


Nomes como Taki 183, Lee Quiñones, Phase 2, Blade, Daze, Crash, Zephyr, Lady Pink, Noc e Kase 2 fizeram do graffiti uma das linguagens mais fortes de uma juventude desassistida, vivendo em uma comunidade à mercê da violência e das drogas. É importante ressaltar, que, muitas vezes esses “writers”, foram freqüentemente confundidos pela lei como integrantes de gangues de rua, pelo fato destas utilizarem muitas vezes de alguns estilos do graffiti para a demarcação dos seus territórios.



Estilos:

Tag - assinaturas feitas à base do spray, ou, em algumas circunstâncias, canetão. É considerado a assinatura do “writer”. É também visto no formato de frases que complementam um desenho ou um outro estilo de letra. Quando utilizado negativamente, ele pode ser interpretado como o que conhecemos pateticamente por “pichação”.

Throw-up - estilo de pintura elaborado de forma rápida, sem muitos detalhes na estética, que simula algo proibido como a pichação, à base de duas ou três cores apenas, através de rolos para encher as letras e desenhos e sprays para contornos.

Piece - bem similar a forma dos hippies, este estilo pode ser considerado um dos primeiros na escala evolutiva do graffiti em Nova York. Ao contrário do throw-up, suas letras e desenhos apresentam um tom de estética mais apurado e a liberdade de se trabalhar com um número superior a três cores. É também, bem apreciado pela sua facilidade de interpretação.

3D - um dos mais sofisticados estilos de graffiti. Desenvolvido já no fim dos anos 80, o 3d é o “Salvador Dali” do graffiti, com suas letras e desenhos tridimensionais, que possibilitam, muitas vezes, a interpretação única de quem é do meio somente.

Para que você tenha uma idéia mais profunda do que vem a ser a arte do graffiti no Rio de Janeiro, a crew carioca “Nação Gaffiti”, formada pelos writers Chico, Ment e Airá “O Crespo”, freqüentemente realizam em nosso estado, seminários e work shops com a intenção de difundir corretamente esta cultura. E mais precisamente em Campo Grande, entre tantos bons grafiteiros, podemos destacar o trabalho competente de Gil.

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DJ (Disc Jóquei) – figura antológica do hip-hop. Foi o responsável por reunir os demais elementos para a arquitetura da cultura. Na Jamaica, não era visto como apenas um animador de festas, mas como uma divindade sacerdotal, que tinha a de missão interligar o povo à Jah (Deus), através dos estilos roots, ska e dub. Havia um velho costume no raggae: de djs falarem sobre músicas de discos ao toca-las e interagirem com o púbico. Tal prática era compreendida pelo nome toast. Pode-se afirmar inclusive, que o dj fora o primeiro mc, antes mesmo deste elemento assumir seu formato original e individual. Devido esta ancestralidade cultural, muitos entendidos tendem a tropeçar nas suas explicações históricas quanto ao nascimento do rap, alegando ser a Jamaica o seu berço verdadeiro. Embora o dj jamaicano tenha sido a referência principal na construção do rap, cabe lembrar que o canto falado tem sua raiz fundamentada na África há milênios, e aonde quer que exista a presença africana no mundo, existe também a presença da oratória por sobre a música.No jazz, no blues e até nas pregações de um pastor afro-
americano, predomina-se a expressão do discurso por sobre as bases instrumentais. Os griots (sacerdotes religiosos africanos, contadores de histórias, que estiveram presentes em todas as partes do mundo onde se poderia identificar a escravidão), por exemplo, narravam os feitos heróicos dos negros através do canto falado. Mas, mesmo com toda referência do canto falado presente nas culturas africanas, o nascedouro do rap – entendido como cultura através deste nome – foi nas ruas do bairro do Bronx.

É importante ressaltar, que, um dos incentivadores da valorização do papel do dj e da construção da cultura hip-hop fora o dj jamaicano Kool Herc, que, através do seu equipamento ambulante, levou a tradição das festas de rua (block parties), da Jamaica para o Bronx, reunindo dançarinos e grafiteiros num mesmo espaço. Herc tornou-se também o inspirador de djs como Afrika Bambaataa e Grand “Master” Flash, e juntos, idealizaram a cultura hip-hop...

Africa Bambaataa

Da mesma maneira que existem estilos diferentes no rap, os djs ligados à cultura também apresentam as suas diferenças, chegando inclusive a se tornarem produtores, verdadeiros acrobatas por sobre os toca discos e exímios remixadores, fazendo com que muitos sons undergounds, se tornem aceitos nas pistas de dança.
Aqui no Rio, enquanto que o dj Cley 2, Branquynho e Claysoul – todos de Campo Grande – assumem o papel de excelentes remixadores, os djs Juan (Six), Boneco (Masta Basta), Phabyo e Bráulio (Castelo das Pedras), GL Jay (ex-Artigo 288), Magic Júlio (banda Afroreggae), Negralha (O Rappa) e Babão (Brutal Crew), mostram que as MK2 (toca-discos profissionais) , não se tornaram relíquias de museu...

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A cultura Hip Hop, da qual o rap faz parte junto com o grafite e a dança break, deu o ar da sua graça no Brasil no começo dos anos 80 (poucos anos depois de seu surgimento, nos Estados Unidos), mais notadamente em São Paulo. Ela chegou pelas mãos das equipes que faziam os bailes soul e dos discos e revistas que começaram a ser vendidos em lojas nas galerias da Rua 24 de Maio, no Centro (mesmo local onde, na mesma época, encontravam-se os integrantes do nascente movimento punk). Os primeiros a aparecer foram os dançarinos de break que, expulsos pelos comerciantes e policiais da região, transferiram-se para a estação de metrô São Bento. Logo houve uma cisão entre esses breakers e os rappers (também conhecidos como tagarelas), que começavam a fazer seus versos e tiveram que se bandear para a Praça Roosevelt. Pouco tempo depois, eles se tornaram a facção mais forte e atuante do hip hop paulistano, levando até alguns breakers a tornarem-se rappers.

O registro inicial do rap brasileiro é a coletânea Hip Hop Cultura de Rua (1988, Eldorado). Ela trouxe faixas dos grupos Thaíde e DJ Hum (produzidas por Nasi e André Jung, do grupo de rock Ira!), MC Jack, Código 13, entre outros. Debutava no Brasil o estilo musical baseado em falas ritmadas despejadas por cima de bases dançantes tiradas de discos de funk, com eventuais scratches (os arranhões, efeito que os DJs obtêm ao fazer o disco ir para frente e para trás no prato). No entanto, a estética discursiva típica do rap já havia sido usada, um ano antes, para a confecção de um grande sucesso de rádio: Kátia Flávia, que o carioca Fausto Fawcett gravou com os Robôs Efêmeros. Os scratches também já haviam aparecido em disco em Estação Primeira (87), da banda paulistana Gueto.

Em 1988, outra coletânea de rap foi lançada em São Paulo: Consciência Black (primeiro disco do selo Zimbabwe). Nela, estava um grupo que daria muito o que falar nos anos seguintes: os Racionais MCs. Em suas duas músicas, Pânico na Zona Sul e Tempos Difíceis, Ice Blue, Mano Brown, Edy Rock e o DJ KlJay deram uma visão nada amenizada de como era dura a vida do jovem negro e pobre que mora na periferia paulistana, perdido entre o crime e a injustiça social. No começo dos anos 90, Thaíde e DJ Hum e os Racionais eram reconhecidos com os mais sérios e importantes nomes do rap paulistano, sempre envolvidos com campanhas de conscientização da juventude e movimentos de divulgação, unificação e promoção do hip hop no Brasil.

Em 1993, quando lançou seu terceiro LP, Raio X Brasil, os Racionais eram uma unanimidade na periferia, atraindo até 10 mil pessoas por show, e foram convidados para abrir a apresentação paulistana do Public Enemy, um dos mais importantes grupos do rap americano. As músicas desse disco independente – em especial Fim de Semana no Parque e Homem na Estrada – conseguiram furar o bloqueio das rádios, levando o nome da banda a um público que talvez nem suspeitasse haver músicas de tal contundência. Logo, foi editado pela Continental um CD reunindo as músicas dos três discos dos Racionais.

Naquela mesma época, surgiu no Rio de Janeiro uma inesperada força do rap: o adolescente branco de classe média alta Gabriel Contino, vulgo Gabriel o Pensador, que estourou no final de 1992 nas rádios com a música Tô Feliz, Matei o Presidente, direcionada para Fernando Collor, que havia acabado de renunciar em meio a um processo de Impeachment por corrupção. Contratado por uma grande gravadora, ele voltou às FMs com músicas como Lôraburra e Retrato de um Playboy, que, apesar do tratamento mais pop da produção, traziam em suas letras violentas críticas aos costumes da abastada e deslumbrada juventude carioca. Pouco tempo depois, Gabriel (que sempre procurou estar ligado ao movimento hip hop), participou da primeira coletânea de rap carioca, Tiro Incial, da qual fez parte outro nome do qual se iria ouvir falar: o rapper MV Bill, da Cidade de Deus.

Paralelamente, o rap se espandia para outras partes do Brasil, inspirando uma série de artistas, como o Câmbio Negro e o GOG (de Brasília), o Faces do Subúrbio e o Sistema X (de Recife, onde também surgiu o rapper-embolador Chico Science), Da Guedz e Piá (Porto Alegre) e Black Soul (Belo Horizonte). Mais para o meio da década, o rap experimentou no Brasil suas primeiras fusões com o rock, em bandas como a carioca Planet Hemp (de Marcelo D2) e em grupos de rap que viraram banda, como o paulistano Pavilhão 9 (referência ao local no presídio do Carandiru onde mais de 100 presos foram executados de uma vez só pela polícia) e Câmbio Negro.

O grande momento do rap brasileiro, porém, foi em 1998, quando os Racionais MCs lançaram o disco Sobrevivendo no Inferno, a obra-prima do rap nacional, que ultrapassou a barreira da periferia paulistana com a música Diário de um Detento. Relato de um prisioneiro do Carandiru sobre a rotina e suas elocubrações no dia 1o de outubro de 1992 – ou seja, um dia antes do massacre. O videoclipe, gravado no próprio Carandiru, acompanhou em ritmo de documentário a arrepiante letra de Mano Brown. Acabou sendo escolhido pela audiência da MTV o melhor vídeo do ano. O disco, que ainda trazia músicas como Jorge da Capadócia (de Jorge Ben Jor), Capítulo 4, Versículo 3 e Periferia é Periferia (Em Qualquer Lugar), Sobrevivendo vendeu mais de um milhão de cópias, recorde para um lançamento independente. Prova da incrível popularidade (e credibilidade) conquistada pela banda – em maior grau, entre o público da periferias das grandes cidades brasileiras, ainda que a sua mensagem tenha tido alguma penetração entre a juventude branca de classe média.

O sucesso dos Racionais garantiu uma boa exposição para o rap brasileiro, levando as gravadoras a contratar mais e mais artistas do gênero no fim dos anos 90 (época em que o rap também esteve mais forte do que nunca nos Estados Unidos). MV Bill, apadrinhado dos Racionais, relançou seu disco de estréia CCD Mandando Fechado com o título Traficando Informação pela gravadora Natasha, de Paula Lavigne, mulher de Caetano Veloso – e, no Free Jazz Festival de 1999, apresentou-se com o grupo de rap americano The Roots. Marcelo D2 lançou seu primeiro disco solo, Eu Tiro É Onda (98), que trouxe uma inspirada fusão de rap com samba.

Em Recife, o Faces do Subúrbio apostava, por sua vez, na embolada-rap. São Paulo, porém, permaneceu sendo o grande foco da produção de rap no Brasil, com uma forte cena baseada em uma série de selos independentes. De lá, saíram nomes como DMN, De Menos Crime, RZO, Xis e Dentinho e os Detentos do Rap, formado por presidiários do Carandiru (cujo primeiro disco trazia a irônica inscrição: "Contatos para shows: não disponível no momento). Aliás, a fascinação do rap pelo tema da criminalidade (expresso nos Estados Unidos na chamada vertente Gangsta Rap) levou uma série de artistas a gravarem, em 1999, um disco só com composições de um dos mais célebres bandidos cariocas, o ex-líder do tráfico José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha.

A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break. Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura; Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo; Break dance - que representa a dança.
Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop. Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas...
O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...
Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee.
Kool D.J. Herc foi o maior e mais seguido de todos os D.Js. do Bronx.
De qualquer modo em meado dos anos 70 outro jovem D.J. que foi inspirado por kool D.J. Herc, Kool D.J. Dee, Disco King Mario, começou aparecer e crescer no cenário da música B.Beat chamado Afrika Bambaataa.
Ele tinha algo de grandioso da música B.Beat de Kool Herc, ele começou a trazer novos discos e fazia as pessoas dançarem como um trovão, e decidiu de chamá-los de ZULU NATION. Nos próximos anos Bambaataa seria o responsável por várias gírias no movimento. Nesta mesma época apareceu outro D.J. com o nome de Grand Máster Flash, que ajudou a reformular o jeito de rimar em cima dos Break Beats. Não foram Sugarhill Gang, D.J. Hollywood ou Eddie Chebba e Kurts Blow que começaram a rimar em cima dessas batidas, foram realmente Grand Máster Flash, Mele mel, Kid Creole e Keith Cowbow que começaram o fenômeno das rimas.
Se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat, foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash, os que vieram depois só ajudaram a construir o que chamamos de HIP-HOP.
O RAP:
Como já disse anteriormente rap quer dizer ritmo e poesia. Ao contrário de que muitos pensam e dizem por aí, o rap foi criado na Jamaica e não nos Estados Unidos... Por volta de 1960 na Jamaica existiam os "sound systems" muitos populares na ilha, pois sem dinheiro a população dos guetos iam para as ruas e ficavam escutando músicas nesses "sound systems" que eram na época algo como hoje em dia é um trio elétrico para nós aqui, só que em escalas bem, mais bem menores...Daí então com as músicas com ritmos jamaicanos rolando os "toaster" que eram como os mc's (mestre de cerimônias de hoje) ficavam falando frases e discursos sobre as carências da população, os problemas econômicos, a violência nas favelas, enfim sobre a dificuldade em geral da classe baixa dos guetos... A ida desta nova forma de música para América até então, aconteceu no início de 1970, pois vários jamaicanos tiveram que deixar a ilha do Caribe e emigrarem para a América por problemas econômicos e políticos.... Um dos caras que foram para os USA e desembarcaram em Nova Iorque, foi o dj Kool Herc - trazendo em sua bagagem toda a sua experiência naquele ritmo dos guetos da Jamaica... Daí então com a divulgação do novo estilo de se fazer música até então, desconhecido por lá, começou a surgir grupos de rap por todo gueto de NY... Quanto ao primeiro registro fonográfico de rap, a divergências entre os estudiosos, alguns dizem que foi o grupo "Sugar Hill Gang" que gravou o 1º registro em vinil para o grande público, outros falam que foi o grupo "Fatback" com a célebre "King Tim Ill" por volta de 1978...
O GRAFFITI
O graffiti em si não há uma citação na história do hip hop onde ele começou primeiro, ou de que forma foram criadas letras e formas de se desenhar, mas há quem diga que ele foi o primeiro elemento a se formado. Naquela época gangues disputavam demarcando becos, muros e trens com seus nomes. Aos poucos a demarcação foi tomando segundo plano para uma verdadeira e nova forma de expressão artística, onde garotos com seus elementos futuristas ditavam novos estilos com o bico do ‘spray’ (nuts). A influência latina é algo que podemos dizer que existe muito forte em todo trabalho...pois os maiores artistas veêm de países como, Colombia, Porto Rico e Bolívia...dos vários artistas do graffiti mundial citamos, Ramon Herrera, Lee Quiñones, Miguel"paco paco"Ramirez, Sandra "lady pink" Fabara, Futura, entre vários outros...
O HIP HOP NO BRASIL
O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE.
Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil.
Sendo assim: 1984, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B.Boyings, Poppings e Lockings.
Dizem que existiram pessoas isoladas que já começaram a dançar em meados de 1983, mas foi mesmo em 1984 que a mídia, através dos jornais, documentários, revistas, comerciais de TV e filmes que propagou em massa a chegada da nova dança.
Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa.
Todos aqueles que tinham uma certa afinidade pela dança foram influenciados pelas cenas do filme Flash Dance, os vídeos clips de Lionel Ritchie, Malcom McLarem e outros. Sendo que não podemos deixar de mencionar em hipótese alguma que o Rei do Pop Michael Jackson, lançou para o mundo o famoso Back-slide, inventado pelo Grupo Electric Boogaloo, que muitos Poppers viram e utilizaram muito no Brasil.
Na terra brasilis o hip hop na década de 80, contou também com as equipes de Som, estilo black music, como: Chic Show, Black Mad e Zimbabwe e algumas revistas. E é claro dos discos que apareciam na galeria da rua 24 de maio...
Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funky no bailes de São Paulo.
Recém chegado dos E.U.A. um garoto chamado RICARDO do Grupo Electric Boogies, foi considerado por alguns o 1º B.Boy brasileiro, pois trazia do exterior os primeiros passos de Break para a revista: Dance o Break.
Thaíde e o Humberto, ou melhor, o Dj Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc's. General G.,Considerado o melhor vocal e a melhor levada de Rap, ele simplesmente desapareceu do mapa. MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino.
Quem não se lembra da música: “Mas que linda estás”??? Do Grupo Black Junior’s. Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.
Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros Rappers a gravar disco de vinil
Grandes nomes como Fábio Macari, DJ Cuca e a dupla dinâmica, bombástica e irreverente de brancos, chamada: “Dinamic Duo”, foram e são as verdadeiras enciclopédias do Hip Hop no Brasil.
Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).
O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão (hoje o rapper da gravadora Trama: Criminal D.).
Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy.
Toda essa galera se encontrava na 24 de maio, em São Paulo, mas, começaram as implicações das lojas, com isso tiveram que mudar de localidade, indo para a Estação São Bento do metrô...Com uma divisão ocorrendo neste período da São Bento, outro grupo foi para a Praça Roosevelt e dalí surgiu o "Sindicato Negro".
Já em agosto de 1989 um cara chamado Milton Salles criou a MH2O "Movimento Hip Hop Organizado", ele Sales nesta época era produtor dos Racionais Mc's e foi até 1995, ao MH2O foi muito importante pois criava várias oficinas nas periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou muito o rap para o grande público....... Hoje em dia, Milton Sales é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, que continua tendo o mesmo intuito divulgar a cultura do hip hop.
Os 4 elementos do Hip Hop são:
- O BREAK: representa o corpo através da dança;
- O MC : a consciência, o cérebro;
- O DJ: a alma, essência e raiz;
- O GRAFFITI: a expressão da arte, o meio de comunicação...
Hoje em dia, existem muitos hip-hopeiros espalhados pelo Brasil, principalmente em São Paulo, que se auto-intitulam os conhecedores e entendidos da cultura. Dizendo que isso é, isso não é Hip-Hop, ao invés de fazer algo para o engrandecimento ainda maior do movimento, e não fazem.



Compreender o espaço-tempo cotidianamente experimentado pelos jovens que
promoveram o Hip Hop nos permite apreender suas práticas político-culturais, educativas e as
múltiplas variantes que proporcionaram o surgimento do movimento Hip Hop.
Diante disso, destacamos que o processo de urbanização acelerada e desordenada da
ilha de São Luís, a partir das décadas de 1980 e 1990, trouxe conseqüências vitais tanto do
ponto de vista do desenvolvimento econômico-social quanto da ampliação das mazelas
sociais.
No início da década de 80 do século XX, São Luís era ponto de chegada de centenas
de milhares de imigrantes, a maioria agricultores, vindos de todas as partes do Maranhão e,
inclusive, de estados próximos. O êxodo rural em direção a São Luís experimentado há
décadas, mas intensificado em meados de 1970, teve múltiplas causas: concentração de terras,
precárias condições de trabalho no campo, falta de assistência médica e social em cidades do
interior maranhense, conflitos fundiários etc.
Paralelamente a esses problemas, ocorreu a implantação de projetos econômicos que
trariam um suposto desenvolvimento ao Estado, como o consórcio Alumar e o sistema Grande
Carajás, com destaque para a Companhia Vale do Rio Doce, localizados no distrito industrial
de São Luís.
Esses e outros projetos não apenas se tornaram atrativos para um grande contingente
de trabalhadores, como também diretamente desapossaram centenas de famílias que
habitavam os terrenos onde foram implantados. As conseqüências para São Luís foram
inúmeras, desde o crescimento da urbanização, passando pela supervalorização de terrenos
com o aumento da especulação imobiliária, como também o aprofundamento das
desigualdades sociais emblematizadas pelo aparecimento e proliferação de palafitas,
ocupações desordenadas e sem infra-estrutura (as chamadas invasões), enfim, intensificandose
o processo de periferização da ilha de São Luís (PEREIRA, 2007; RIOS, 2005;
GISTELINCK, 1988).
Em decorrência da periferização e do crescimento desordenado do meio urbano, a
cidade de São Luís sofreu um inchaço com o aparecimento das chamadas “invasões” e os
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Outros Tempos Volume 5, número 6, dezembro de 2008 - Dossiê Religião e Religiosidade
conjuntos habitacionais distantes do centro com pouquíssimo saneamento básico e precárias
condições de transporte, ocasionando o que Rios (2005) denominou de “cidade inchada”.
Durante a década de 1990, o panorama socioeconômico do Estado do Maranhão era
caracterizado pelos piores índices de desenvolvimento social e humano. Sob o governo de
Roseana Sarney, as medidas ditas de modernização do Estado com investimento industrial,
privatizações, reforma administrativa, apoio aos grandes projetos agropecuários trouxeram, ao
contrário do propagandeado, aumento e intensificação dos problemas sociais. Como afirma
Costa (2002, p. 16, grifo do autor), “[...] ao contrário do que os meios de comunicação oficiais
afirmam, o desenvolvimento econômico nesse período foi acompanhado pelo crescimento da
desigualdade e da injustiça social [...]”.
A capital maranhense sofreria intenso processo de periferização e também o aumento
da violência e dos problemas socioeconômicos. A juventude pobre e negra das periferias
estava, então, em meio a esse contexto extremamente desfavorável.
Com relação ao segmento negro, mais um agravante se somava – a questão da
discriminação racial. Como têm constatado inúmeros estudos, mesmo entre os pobres, os
negros e negras têm desvantagens em virtude de sua condição racial.
O Brasil tem como uma de suas características societais a presença marcante de
diferentes grupos étnico-raciais. Configura-se, portanto, como um país pluriétnico e
multicultural. Essa diversidade, no entanto, está hierarquicamente dividida. Somando-se à
grande desigualdade social entre pobres e ricos, encontramos um determinante fundamental
na sociedade brasileira: o fator étnico-racial.
Se existe um profundo abismo entre pobres e ricos brasileiros com ampla concentração
de riqueza sob controle destes, evidenciamos, a partir de um recorte étnico-racial, uma nítida
desvantagem socioeconômica dos grupos não-brancos, especialmente negros e índios. No
caso da população negra, os estudos têm demonstrado desigualdades no campo do trabalho,
da educação, do acesso aos bens de consumo, ao lazer, ao saneamento básico etc., quando
comparados aos brancos, mesmo se os situarmos entre os pobres.
Em levantamento realizado por Henriques (2001), para a década de 1990, percebemos
que a pobreza tem cor e é negra. Apesar dos(as) negros(as) representarem apenas 45% da
população brasileira, 64% dos pobres e 69% dos indigentes encontravam-se nesse segmento.
No que concerne à renda per capita dos 10% mais pobres, 70% são negros(as), enquanto,
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Outros Para ler toda a história clique aqui



HIP HOP DO MARANHÃO
Hip Hop do Maranhão, para todos os bboys de plantão, para amantes do HIP HOP.

A Dança de Rua surgiu através dos negros das metrópoles Norte Americanas. As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows. Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança. Em janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de “Dança de Rua” no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseado em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982. O curso virou projeto e para alguns “religião”, sempre com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santos. Hoje sua repercussão mundial, retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo.
A HISTÓRIA DO HIP HOP
A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break. Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura; Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo; Break dance - que representa a dança.
Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop. Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas...
O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...
Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee.
Kool D.J. Herc foi o maior e mais seguido de todos os D.Js. do Bronx.
De qualquer modo em meado dos anos 70 outro jovem D.J. que foi inspirado por kool D.J. Herc, Kool D.J. Dee, Disco King Mario, começou aparecer e crescer no cenário da música B.Beat chamado Afrika Bambaataa.
Ele tinha algo de grandioso da música B.Beat de Kool Herc, ele começou a trazer novos discos e fazia as pessoas dançarem como um trovão, e decidiu de chamá-los de ZULU NATION. Nos próximos anos Bambaataa seria o responsável por várias gírias no movimento. Nesta mesma época apareceu outro D.J. com o nome de Grand Máster Flash, que ajudou a reformular o jeito de rimar em cima dos Break Beats. Não foram Sugarhill Gang, D.J. Hollywood ou Eddie Chebba e Kurts Blow que começaram a rimar em cima dessas batidas, foram realmente Grand Máster Flash, Mele mel, Kid Creole e Keith Cowbow que começaram o fenômeno das rimas.
Se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat, foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash, os que vieram depois só ajudaram a construir o que chamamos de HIP-HOP.

O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE.
Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil.
Sendo assim: 1984, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B.Boyings, Poppings e Lockings.
Dizem que existiram pessoas isoladas que já começaram a dançar em meados de 1983, mas foi mesmo em 1984 que a mídia, através dos jornais, documentários, revistas, comerciais de TV e filmes que propagou em massa a chegada da nova dança.
Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa.
Todos aqueles que tinham uma certa afinidade pela dança foram influenciados pelas cenas do filme Flash Dance, os vídeos clips de Lionel Ritchie, Malcom McLarem e outros. Sendo que não podemos deixar de mencionar em hipótese alguma que o Rei do Pop Michael Jackson, lançou para o mundo o famoso Back-slide, inventado pelo Grupo Electric Boogaloo, que muitos Poppers viram e utilizaram muito no Brasil.
Na terra brasilis o hip hop na década de 80, contou também com as equipes de Som, estilo black music, como: Chic Show, Black Mad e Zimbabwe e algumas revistas. E é claro dos discos que apareciam na galeria da rua 24 de maio...
Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funky no bailes de São Paulo.
Recém chegado dos E.U.A. um garoto chamado RICARDO do Grupo Electric Boogies, foi considerado por alguns o 1º B.Boy brasileiro, pois trazia do exterior os primeiros passos de Break para a revista: Dance o Break.
Thaíde e o Humberto, ou melhor, o Dj Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc's. General G.,Considerado o melhor vocal e a melhor levada de Rap, ele simplesmente desapareceu do mapa. MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino.
Quem não se lembra da música: “Mas que linda estás”??? Do Grupo Black Junior’s. Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.
Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros Rappers a gravar disco de vinil
Grandes nomes como Fábio Macari, DJ Cuca e a dupla dinâmica, bombástica e irreverente de brancos, chamada: “Dinamic Duo”, foram e são as verdadeiras enciclopédias do Hip Hop no Brasil.
Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).
O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão (hoje o rapper da gravadora Trama: Criminal D.).
Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy.
Toda essa galera se encontrava na 24 de maio, em São Paulo, mas, começaram as implicações das lojas, com isso tiveram que mudar de localidade, indo para a Estação São Bento do metrô...Com uma divisão ocorrendo neste período da São Bento, outro grupo foi para a Praça Roosevelt e dalí surgiu o "Sindicato Negro".
Já em agosto de 1989 um cara chamado Milton Salles criou a MH2O "Movimento Hip Hop Organizado", ele Sales nesta época era produtor dos Racionais Mc's e foi até 1995, ao MH2O foi muito importante pois criava várias oficinas nas periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou muito o rap para o grande público....... Hoje em dia, Milton Sales é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, que continua tendo o mesmo intuito divulgar a cultura do hip hop.
Os 4 elementos do Hip Hop são:
- O BREAK: representa o corpo através da dança;
- O MC : a consciência, o cérebro;
- O DJ: a alma, essência e raiz;
- O GRAFFITI: a expressão da arte, o meio de comunicação...
Hoje em dia, existem muitos hip-hopeiros espalhados pelo Brasil, principalmente em São Paulo, que se auto-intitulam os conhecedores e entendidos da cultura. Dizendo que isso é, isso não é Hip-Hop, ao invés de fazer algo para o engrandecimento ainda maior do movimento, e não fazem.

Uprocking, como um estilo da dança próprio, nunca ganhou a mesma popularidade difundida que breaking, à exceção de alguns movimentos muito específicos adotados pelos breakers que a usam como uma variação para seu toprock. Quando usados em uma batalha de break, os oponentes normalmente respondem executando os movimentos similares do uprock, criando uma pequena batalha de uprock.
Originalmente o uprocking foi um estilo de dança separado, que não se misturava com breaking. Os movimentos de uprock executados pelos breakers hoje em dia não são os movimentos originais, e sim parecidos, que demonstram somente uma pequena parte do estilo original do uprocking.
Uprocking é uma forma original da dança de rua que é feita à alma e à música do funk. Frequentemente confundido como a parte do movimento breaking, o uprocking desenvolveu-se separadamente, embora foi adaptado mais tarde nas apresentações de b-boys e b-girls. Uma combinação do freestyle, “jerks” e “burns”, é uma dança fortemente competitiva.
Uprocking pode ter sido um vestígio da seção de Bushwick do Brooklyn, entre 1967 e 1968. Entre as gangs que prevaleciam na vizinhança, dois homens, “Rubberband Man" e "Apache" optaram por sair do perigoso círculo de amigos e entregar-se a paixão pela dança. Vistos dançando pelos cantos nas ruas, eles se baseavam nos passos de Fred Astaire, Gene Kelly, Salsa, e mais tarde, Hustle para criar um estilo da dança que caracterizasse voltas, rotações, movimentos de freestyle, movimentos repentinos do corpo, gestos com a mão, mais tarde conhecidos como Burns.
No início dos anos 70, o Uprocking se espalhou e fez parte da cultura popular. Antes deste tempo, a dança era conhecida apenas por “Rocking”. Mas como alcançou um maior número de jovens, as competições de Rock eram frequentemente confundidas como competições de música. Logo, o “Uprocking” tornou-se o termo aceitado. Crazy Rob organizou as primeiras competições de crews de Uprocking. Em 1980, Brooklyn realizou uma competição para o título do rei do Uprock. Todos os grupos compareceram e a batalha foi ganha por Ralph Casanova, conhecido ainda hoje como o rei Uprock.
A Dança e a Batalha
Ao contrário de como o uprock é utilizado no breaking, Uprocking é executado durante toda a música. A dança por si só foca o estilo livre e o profundo conhecimento da música. Os movimentos devem ser sempre sincronizados com a música. Durante as batidas na música “jerks” e “burns” são executados. Esses movimentos imitam uma ação violenta ou ameaçadora, mas nenhum contato físico é permitido e um dançarino experiente sabe disso.
Enquanto muitas outras batalhas de dança aconteciam num círculo, as competições de Uprocking ocorriam em uma formação conhecida como “linha de Apache” (Apache Line). Na linha de Apache, dois grupos ou indivíduos oponentes enfrentam-se na batalha. Um Rocker pode “bater” no ombro de outro Rocker para permitir que um novo membro participe no conflito. Quando duas crews oponentes batalham, os Rockers devem permanecer na linha, mas podem mover-se. O rocker ou a crew que melhor usam e aproveitam a música ganham a batalha. As linhas de Apache são usadas também para iniciar um Uprocker novo no grupo. O membro novo deve batalhar com todos na linha.
Os Altos e Baixos
Na metade dos anos 80, as crews de breaking começaram a ganhar popularidade com a nova geração, e os b-boys começaram a incorporar o Uprock. Enquanto isso os Uprockers originais estavam se estabelecendo nas suas vidas profissionais e familiares, ou estavam aprimorando mais a sua batida. Em conseqüência, o Uprocking tornou-se mais obsoleto. Uprocking apareceu ainda, entretanto, na forma modificada. O Toprocking incorporou-se ao breaking, mas a tradição original do Uprock tornou-se temporariamente inativa e impraticável.
Nos anos 90, entretanto, um B-boy conhecido como Numbers começou a buscar algum Uprocker original e a rever suas técnicas. Sua busca, que durou diversos anos, culminou quando podia finalmente convidar o rei do Uprock a uma competição de B-boy na Florida. A presença do rei do Uprock dispertou um interesse em Uprocking e, lentamente, foram se formando crews nacionais e internacionais que se dedicaram à preservação desta dança.

O freestyle é influenciado fortemente pela cultura latino americana. O freestyle originou em New York no início dos anos 80. Continua sendo produzido hoje em dia com bastante popularidade. A música surgiu primeiramente em New York City e em Miami em meados dos anos 80. Espalhou-se eventualmente a muitas outras cidades com populações latino-americanas. Inicialmente, era uma fusão dos estilos vocais encontrados na música disco dos anos 70 com a instrumentação sintética do eletro dos anos 80. Nos anos 90, as influências do eletro e do hip hop foram suplantadas pelo house dance. As pessoas escutavam Shannon como a primeira trilha do freestyle. A canção foi produzida por Chris Barbosa, um Latino de New York City. Barbosa mudou e refinou o som do funk e do eletro, adicionando os ritmos latinos americanos. Este som novo, emocionante rejuvenesceu o funk, a alma e a cena do hip hop em New York City. Quando a maioria dos clubes da vizinhança fechava suas portas, alguns clubes de Manhattan estavam prosperando de repente. Músicas como "Play At Your Own Risk" de Planet Patrol, "One More Shot" de C Bank, "Al-Naafiyish (The Soul)" de Hashim, e "I.O.U." de Freeez tornaram-se as batidas do momento. Kraftwerk ("Numbers") e New Order ("Confusion," "State of the Nation") inspiraram o som original do freestyle e responderam-lhe então incorporando determinados elementos do freestyle em suas próprias produções. Outros produtores em torno do mundo começaram logo a reproduzir o som. Sons como "Let Me Be the One" de Safire, "I Remember What You Like" de Jenny Burton, "Running" de Information Society, e "Give Me Tonight" de Shannon vinham da rádio de New York. Muitos dos artistas originais do freestyle - e o DJs que tocavam a música, tais como Jellybean, Tony Torres, Raul Soto e Roman Ricardo - eram Latinos ou do descendência italiana. Esta era uma razão porque o estilo veio ser muito popular entre americanos latino-americanos, especial na área de New York City. Naturalmente, os dançarinos e os produtores associados com o estilo vieram em torno do mundo. Por exemplo, o notável hit de Information Society "Running", foi escrito por Murat Konar, que é descendente de turco, e produzido por uma banda que era de descendência escandinava. Dois outros artistas populares de Freestyle, Freeez e Samantha Fox, eram de descendência britânica. O freestyle latino também toca na comunidade asiática. O freestyle transformou-se mais do que algo latino, ele se transformou em um instrumento para unir os amantes de música e de dança de todas as nacionalidades




Freestyle Session

Muitos dizem que o termo hip-hop foi criado em meados de 1968 por frika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, um deles estava na forma de transmitir a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dança popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip).
Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de New York, foi criado o B-Boying. O responsável por isso foi o Dj Kool Herc, que foi o maior de todos os Djs do Bronx.
A expressão B-Boying provavelmente originou-se da palavra africana “Boioing”, que significa “salto, pulo”, e foi usada na área do Rio Bronx (NYC) para descrever o estilo do salto que os B-Boys faziam.
B-Boying (que também significa Breaking) não deveria ser confundido com Popping e Locking, porque esses estilos da dança têm seus próprios termos, histórias e seus pioneiros.
Nos primeiros estágios esta dança era praticada “para cima, no alto”, o que é conhecido por “top rocking”. A estrutura e a forma do Top Rocking tiveram influência dos que praticavam a dança no Brooklyn, influência da salsa (como o rock latino), da dança afro-cubana, africana e americana. Há também um passo de top rock, criado por Charleston, chamado “Charlie Rock”. Outra principal influência e inspiração foi James Brow com seus hits "Popcorn" (1969) e "Get on the Good Foot" (1972). Inspirados por sua dança energética e quase acrobática as pessoas começaram a dançar “Good Foot”.
Assim que a tradição da batalha da dança ficou bem estabelecida nessa época, e como o Breaking começou também a se incorporar na cultura hip hop, tornou-se mais e mais uma dança que envolve o b-boy usando sua imaginação. Em conseqüência disso os “top rockers” estenderam seus repertórios através do footwork e freezes.
Os freezes eram usualmente usados no final de cada série de combinações ou para zoar e humilhar o oponente. Certos freezes eram também denominados como o segundo mais popular: “chair freeze” e “baby freeze“. O “chair freeze” foi fundamental para vários movimentos por causa do potencial que os b-boys precisavam ter para exercer este movimento.O objetivo principal de uma batalha de break é vencer o oponente sendo mais criativo com séries de freezes e fazer movimentos mais rápidos e melhores. Isso também porque as crews desenvolvem seus movimentos e séries dando personalidade à dança para estarem preparados para a próxima batalha.
Origem do nome B-Boy
B-Boy = Abreviação para “Break Boy”, “Beat Boy” ou “Bronx Boy”.
A palavra B-Boy foi primeiramente usada pelo DJ jamaicano radicado nos Estados Unidos, Kool Herc. Ele deu esse nome a todos os dançarinos do início dos anos 70, e “B-Boy” passou a ser uma designação a um grupo de elite de dançarinos que participavam nas festas organizadas por ele.
B-Boying é o estilo de dança dos B-Boys, também conhecido como Breakin’.
A mídia propôs um conceito errado sobre Breaking: o conceito de que a dança era usada pelas gangues, que dançavam ao invés de brigarem. Porém, isso não é verdade, pois nos rachas (battles) de Breakin havia tumulto e aconteciam várias brigas por causa dessas batalhas de B-Boys.
Existem três fundamentos básicos da dança do B.Boy (dançarino): 1. Top Rock (preparação) é como um passo de Funk estilizado. 2. Foot Work (trabalho dos pés) traçando as pernas em volta do corpo continuamente 3. Freeze (congelamento) é a finalização da dança do solo do B Boy. Giros, saltos, acrobacias e todos os movimentos de ginástica foram adicionados depois de 1980. Estes movimentos (power move) não são considerados dança, são apenas movimentos de dificuldade e velocidade que somados à dança tornam o B.Boy mais extraordinário. Power Move não é um estilo de dança, power move é uma denominação para estes novos elementos. Por isso não se esqueça, B.Boy (dançarino) é aquele que D A N Ç A no Break (BATIDA) da Musica!!!



Locking (originalmente conhecido como Campbellocking) é considerado um estilo de funk. Trata-se de um rápido e preciso movimento de braços e mãos combinados com quadris e pernas. Os movimentos são geralmente amplos e exagerados e freqüentemente rítmico e firme (compacto) com a música. Locking é uma performance executada

rapidamente, sempre interagindo com o público através de sorrisos ou dando-lhes alguns movimentos naturalmente cômicos.

Locking foi originalmente dançado para o funk tradicional, assim como James Brown. O funk é comum ainda para os dançarinos de locking, e usados em muitas competições.

O nome é baseado na concepção dos movimentos do locking, que basicamente significa congelar através de movimentos rápidos e parar em certas posições e depois continuar rápido como antes. Esses movimentos criam um forte contraste a fim de que muitos movimentos rápidos que são, por outro lado, executados continuamente precisos, combinam com gestos (mímicas) ensaiados, e atuando para o público e para outros dançarinos. Locking exige muitas acrobacias e movimentos bem elaborados, assim como “travar” os joelhos dando a impressão de “ruptura”. Esses movimentos também requerem joelheiras ou algum outro protetor.

Um locker é um dançarino de locking. Lockers normalmente usam um estilo de roupa característico, assim como roupas coloridas com listas e suspensórios.

O início do Locking pode ter sido descoberto por um homem em particular, Don Campbell. Depois dos anos 60 ele misturou algumas danças passageiras (que eram moda), adicionando movimentos próprios (conhecidos como “Trava” - Lock). O resultado da dança foi chamado de Campbellocking, que foi mais tarde conhecido como Locking. No início dos anos 70 surgiram os grupos de dança de Locking. O mais notável foi quando Campbell formou o grupo de dança “The Lockers” e firmou a fundação de locking e dos estilos de roupas.

Mais tarde, o locking tornou-se parte do crescimento da cultura da dança hip hop, e teve influência aos mais recentes estilos, como popping and breaking. Locking é ainda totalmente popular e muitos artistas atuais executam movimentos derivados do locking em seus videoclips.

Locking é uma dança que surgiu nas antigas discotecas dos anos 70. Pode ter ocorrido individualmente ou em harmonia com 2 ou mais dançarinos fazendo steps ou handshakes juntos. O locker pode sorrir enquanto faz sua apresentação, em outros momentos, um comportamento sério deve ser preservado para dar ênfase na técnica. Outro importante estilo característico é a “explosão” (vibração) dos braços, paradas, posição e firmeza dos passos e movimento (giro) da boina ou chapéu. Don Campbell foi o inventor dos freezes originais. Em 1971, quando nomeou-se por “travas” (locks), ele incorporou seu ritmo único e adicionou gestos, assim como apontar e bater palmas. Outros dançarinos também adaptaram-se a este estilo, enquanto juntavam alguns dos passos e movimentos listados a seguir: Alphas (Criado por Alpha Anderson), The Skeeterrabbit (Criado por James "Skeeter Rabbit" Higgins), Stop n Go (Criado por Greg "Campbellock Jr." Pope), Scooby doo (Criado por Jimmy "Scooby doo" Foster), Which a way (Criado por Leo Williamson).

Hi


Popping é uma dança do funk baseada na técnica de “quicar” (chutar) contraindo e relaxando os músculos para causar um “empurrão” no corpo do dançarino, referindo-se a um “estouro” ou batida. Isso é feito continuamente com o ritmo da música, combinado com vários movimentos e poses. Um dançarino de popping é conhecido como Popper.
Popping é também usado como um termo para um grupo de dança com estilos e técnicas que são frequentemente integradas ao popping para criar mais variedade de apresentações (performance).
Acredita-se que a dança foi desenvolvida na Califórnia em 1970, parcialmente inspirada pelo locking. Assim como outras danças, o popping é normalmente apresentado em batalhas, tentando desafiar outros dançarinos ou grupo de dançarinos na frente da multidão. Isso incentiva a improvisação e movimentos que são vistos em shows e performances, assim como interação como o público.
Hoje em dia, o popping está sendo incorporado na cena hip hop e eletrônica.
Depois dos anos 70, um grupo de popping chamado Electric Boogallos (antigamente conhecido como Electronic Boogaloo Lockers), da Califônia, contribuiu bastante para a propagação do popping, principalmente por causa de suas aparições no programa de televisão Soul Train.
Os próprios Electric Boogaloos indicam que em torno dos anos 1975-1976 seu fundador Sam Solomon (a.k.a. Boogaloo Sam) criou um jogo dos movimentos que evoluiu os estilos conhecidos hoje em dia como popping e boogaloo, após ser inspirado por um dos grupos de locking pioneiros, os The Lockers, bem como uma dança popular passageira nos anos 60, conhecida como Jerk. Ao dançar, Sam dizia a palavra “Pop” toda hora que ele flexionava seus músculos, eventualmente introduzindo à dança Popping. Muitos confirmam a história do Electric Boogaloos que Boogaloo Sam trouxe o princípio do popping.
A mídia contribuiu à propagação do popping e dos estilos relacionados através de filmes, tais como o Breakin', mas fez também uma confusão nomeando todos os estilos como Breakdance.
Popping é o nome dado a um estilo específico da dança. O nome foi inventado por Boogaloo Sam, fundador do grupo pioneiro de popping, o Electric Boogaloo, quando usava a palavra “Pop” toda vez que flexionava seus músculos para executar o popping.
Electric Boogaloo
É um estilo que tenta dar a impressão de um corpo “sem ossos”, parcialmente inspirado por filmes e desenhos animados. Utiliza ritmos e movimentos circulares em várias partes de corpo, tais como os quadris, os joelhos e a cabeça, assim como separar (deslocar) o tronco do quadril. O estilo foi desenvolvido em 1976 por Boogaloo Sam. Combinado com o popping, o estilo tornou-se electric boogaloo, que é a marca registrada do Electric Boogallos. Conheça um pouco mais sobre a História da Dança de Rua.

O termo disc jockey foi primeiramente (e ainda é) utilizado para descrever a figura do locutor de rádio que introduziam e tocavam discos de gramofone, posteriormente, o long play, mais tarde compact disc laser (CD) e atualmente, empregam o uso do mp3. O nome foi logo encurtado para DJ. Hoje, diante dos numerosos fatores envolvidos, incluindo a composição escolhida, o tipo de público alvo, a lista de canções, o meio e o desenvolvimento da manipulação do som, há diferentes tipos de DJs, sendo que nem todos usam na verdade discos, alguns podem tocar com CDs, outros com laptop (emulando com softwares), entre outros meios. Há também aqueles que mixam sons e vídeos (VJs), mesclando seu conteúdo ao trabalho desenvolvido no momento da apresentação musical. Há, no entanto, uma vasta gama de denominações para classificar o termo DJ.

Técnicas e estilos

No rádio, os DJs contribuíram para a consolidação do movimento ROCK AND ROLL à partir da segunda metade dos anos cinquenta, como a maior manifestação cultural da juventude do século XX; nomes de artistas tão díspares como Elvis Presley e The Beatles, não teriam alcançado o estrelato não fosse o empenho dos DJs originais. Com o advento da discoteca em meados dos anos setenta, os DJs também ganharam fama fora do rádio e foram para as pistas de dança. Nas pistas, os DJs que atuaram até o meio da década de 1990 utilizavam apenas discos de vinil em suas apresentações. Em que pese o fato de já existirem CDs antes disso, não haviam equipamentos que permitissem o sincronismo da música entrante com a música em execução (ajuste do pitch para posterior mixagem). A forma como esta ação de mixagem é realizada, aliás, é o principal diferencial entre os profissionais desta área.

Um DJ tem a percepção musical de saber quais composições possuem velocidades (mensuradas em batidas por minuto) próximas ou iguais, de forma que uma alteração em um ou dois por cento da velocidade permite com que o compasso das mesmas seja sincronizado e mixado, e o público não consiga notar que uma faixa está acabando e outra está iniciando, pois as duas faixas estão no mesmo ritmo, métrica e velocidade.

DJs das décadas de 1980 e 1990 sincronizavam a composição mixada (entrante) regulando a velocidade do prato do toca-discos, com o cuidado de fazer com que a agulha não escapasse do sulco do vinil (que na prática faz com que a música "pule") e também com que o timbre da voz da música não ficasse, por demais, alterada com a velocidade muito alta ou muito baixa do prato. Esta alteração da velocidade era possível em toca-discos que possuem o botão chamado pitch. O toca-disco mais famoso, nesta época, era o Technics SL-1200 MK-2, que até hoje é vendido e procurado por profissionais e amantes do vinil pela robustez e força que o seu motor de tracção directa apresenta.

Após a popularização do CD, fabricantes como Pioneer, Technics e Numark desenvolveram aparelhos do tipo CD player com recursos próprios para DJ. Conhecidos como CDJs, possuem botões especiais para alteração de pitch, de retorno da faixa, de marcação de ponto (efeito cue) e looping. O timbre da música passou a ser controlado (opcionalmente) por um acionador específico, normalmente conhecido como Master Tempo. Com este recurso, mesmo que a composição esteja extremamente acelerada (ou desacelerada), o timbre da voz, teclados, guitarras, etc. é mantido, driblando de certa forma a capacidade de percepção do público, em notar que determinado som está tocando em velocidade diferente da normal. Além disso, não há mais o risco de o disco pular, apesar de o cuidado em se limpar as mídias de CD ser o mesmo, pois uma mancha em uma mídia óptica pode prejudicar e até interromper a canção em execução. Outra facilidade destes equipamentos é marcar o ponto de início da música (designado cue point). Assim, um DJ com um simples toque no botão pode retornar ao ponto de partida poucos segundos antes de mixar a música sobre a que está sendo executada.

Atente-se aqui para o fato de que, além do talento musical obrigatório a um DJ em se conhecer aproximadamente o tempo das composições que ele pretende mixar durante sua apresentação, o mesmo também deve conhecer onde, quando e se uma composição ou determinada versão desta possui uma região (geralmente sem vocal, com batidas secas e pouco ou nenhum aparecimento de guitarras e teclados) popularmente conhecida como quebrada, onde é possível entrar a próxima composição sem que o resultado fique confuso (com dois vocais de canções diferentes "falando" ao mesmo tempo, por exemplo). Este capricho é obrigatório para profissionais que fazem mixagens ao vivo, tanto com vinil quanto com CDs.

O DJ é, no fim das contas, um animador de eventos. Este deve conhecer canções o suficiente para saber como e quando mixá-las, deve sentir a vibração do público que o está ouvindo, e saber mudar um estilo na hora certa, para que a pista não esvazie. Deve ser o mais eclético possível, ou deixar bastante claro ao seu público e ao seu contratante qual é seu estilo ou tendência. Existem DJ especializados em raves. Outros, que se dedicam a canções que já fizeram sucesso a oito, dez ou vinte anos atrás.


O vestígio mais fascinante deixado pelo homem através dos tempos em sua passagem pelo planeta foi, sem duvida a produção artística. Desta , a manifestação mais antiga, com certeza, foram os desenhos feitos nas paredes das cavernas. Aquelas pinturas rupestres são os primeiros exemplos de graffiti que encontramos na historia da arte. Elas representam animais, caçadores e símbolos muitos dos quais , ainda hoje , são enigmas para os arqueólogos , mas que de fato são significantes aos seres daquele contexto , como uma forma de expressão ou talvez transcrição do momento histórico. Não sabemos exatamente o que levou o homem das cavernas a fazer essas pinturas , mas o importante é que ele possuía uma linguagem simbólica própria. Nessa época os materiais utilizados eram terras de diferentes tonalidades, sucos de plantas, ossos fossilizados ou calcinados, misturados com água e gordura de animais. Hoje , usamos tintas em spray ou mesmo em latas , e não pintamos cervos e bisões , mas sim idéias , signos , que passam compor o visual urbano, talvez o contexto atual, decorrente de uma evolução, participante da arte também.
Maurício Villaça , um dos precursores da arte do graffiti no Brasil , partilhava da idéia de que graffiti são também as garatujas que fazemos desde a mais tenra idade, os rabiscos e gravações feitos em bancos de praça, banheiros, até mesmo aqueles que surgem quando falamos ao telefone. Assim , também o graffitar que se difunde de forma intensa nos centros urbanos significa riscar, documentar de forma consciente ou não , fatos e situações ao longo do tempo . Diz respeito a uma necessidade humana como dançar , falar , dormir , comer , etc.É possível dissociar essa necessidades humanas da liberdade de expressão .
Não existe graffiti ou quem produza de forma não democrática. Alias , o graffti veio para democratizar a arte, na medida em que acontece de forma arbitraria e descomprometida com qualquer limitação espacial ou ideológica. Todos os segmentos sociais podem vir a ser lidos pelos artistas do graffiti, assim como seus símbolos espalhados pela cidade podem ser lidos por todos, pois o graffiti engloba um linguajar e uma forma de expressão bastante ampla em sua contextualização ,
são diversas influencias talvez, não se pode dizer que o graffiti seria talvez uma "vanguarda", pois o propósito fundamental do graffiti , não é apenas cores fortes, traços leves, e assim por diante, são diversos recursos com a intenção de compor o espaço urbano de modo a estabelecer uma maior identificação com o leitor .
A palavra aqui usada e a grafia adotada (graffito) , que vem do italiano, inscrição ou desenhos de épocas antigas , toscamente riscados a ponta ou a carvão , em rochas , paredes etc. Graffiti é o plural de graffito . No singular , é usada para significar a técnica (pedaço de pintura no muro em claro e escuro). No plural , refere-se aos desenhos (os graffitis do Palácio de Pisa), a respeito de outras grafias adotadas, escolhi a de origem italiana , por que há palavras , que devem permanecer em sua grafia original pela intensidade significativa com a qual se textualiza dentro de um contexto.


Já no século XX , pintores mexicanos utilizando-se das técnicas da pintura mural , decoravam edifícios públicos. Como nos enormes murais executados por Diego Rivera , José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros, quando convidados pelo então intelectual revolucionário José Vasconcelos , na ocasião em que, após uma serie de golpes de Estado , sobe ao poder. Em 1905, Dr. AIL (pseudônimo do pintor Bernardo Carnada) publicou um manifesto defendendo a necessidade de uma arte publica. Em Barcelona , quinze anos mais tarde , Siqueiros fez apelo aos artistas da América proclamando a necessidade de se lançarem todos à tarefa de promover uma arte capaz de fala às multidões. "Pintaremos os muros das ruas e das paredes dos edifícios públicos, dos sindicatos, de todos os cantos onde se reúne gente que trabalha " afirmou Siqueiros.
No Brasil dos anos 50 , vários murais arrematavam as fachadas dos edifícios narrando temas da historia e da arte brasileira , como o realizado por Di Cavalcanti , com cerca de 15 metros de comprimento , na fachada do Teatro de Cultura Artística , na região central de São Paulo. Todos esses dados sobre muralismo , junto com a pop art , já apontavam para origem do graffiti contemporâneo enquanto expressão artística e humana. Essa manifestação , que começa a surgir no Brasil já nos anos 50, com a introdução do spray, segue pelos 60, passa pelos 70 e se consagra como linguagem artística nos anos 80, conquistando seu espaço na mídia, chegando à Bienal , a manchetes de jornais e até a novelas de TV, seguindo pelos anos 90 , e assim diante, em constante evolução.

Considerando pós-moderno , não podemos confundi-lo com pinturas em muro que, não advindo do novo, se enquadram , de uma forma ou de outra, nos padrões convencionais de pintura e não possuem uma produção considerável. Vale lembrar que toda manifestação artística representa a situação histórica em que esta ocorre , não por que necessariamente toda arte deva ser engajada, mas porque é realizada pelo sujeito histórico dentro de um contexto histórico-social e econômico. No entanto , o graffiti utilizando-se da cidade como suporte , a de retratar a situação , nesse meio presenciada ou vivida , assim relaciona automaticamente com a pichação também, cujo seu veiculo de existência também é o espaço urbano. Assim como o graffiti a pichação interfere no espaço , subverte valores, é espontânea , gratuita , em fim . Mas há diferenças, entre o graffiti e a pichação , é que o primeiro (graffiti) advém das artes plásticas e o segundo da escrita, ou seja, o graffiti privilegia a imagem, a pichação , a palavra ou a letra , sempre retratando o que a de convir ao contexto .
O graffiti ao utilizar o meio urbano como forma de expressão, contrario aos demais movimentos artísticos , que se inserem na sociedade através de um trabalho muitas vezes planejado e exposto em galerias e museus , faz com que seja bastante questionado. Um dos aspectos conceituais mais interessantes encontrados nessa linguagem (graffiti), é sem duvida, a questão da proibição, sempre presente , talvez um preconceito ou mesmo uma falta de informação a respeito do que acontece e a arte final prescrita no muro , faz com que muitos da população ajam a favor dessa proibição, ao visualizar esse tipo de ação. Ao observamos essa opressão, ou melhor dizendo essa proibição , percebemos que ela está ligada ao conceito de propriedade privada, ou seja, o que pensara o proprietário do espaço ao ver sua propriedade graffitada , sem sequer ser comunicado .
Engloba uma questão bastante ideológica ao referirmos a esse aspecto , porem a de convir que o graffiti por sua natureza intrínseca, sempre será marginal. Mas se focalizarmos o aspecto de pratica com as técnicas, de proposta de trabalho e de amadurecimento das obras , reconheceremos, num primeiro momento, uma fase de domínio marginal. Fase em que os artistas em "roles" pelas ruas da cidade pesquisavam e realizavam o graffiti basicamente preto e branco. Porem esse estilo, se é que podemos taxar dessa maneira, ainda tem suas raízes atuais , o fato de fazer graffitis com pouca elaboração e de maneira ilegal ainda aflora-se na mente dos artistas , assim podemos confirmar observado-se a cidade como um todo, e que em sua maioria é tomada por esse estilo, descrito como bombing , ou mesmo thronw-up, numa representação espontânea.
No entanto não podemos, dizer que a população vem encarando o graffiti a cada dia que se passa como um meio artístico da cidade, podem até afirmar isso , porem discordam da ação, assim vejo que a proibição está , mais do que nunca , em pauta . Vejamos , o presidente da Republica sancionou um lei ambiental , talvez nos anos 90 , um tempo atras , de numero 9.605, que entrou em vigor , no inicio de 1998, que alem de conceituar o graffiti e a pichação sem estabelecer distinção alguma, os declara crime contra o meio ambiente passível de penalidades . Paradoxalmente , esse impedimento do exercício coletivo de liberdade de criação contribui para que os artistas continuem na busca da perfeição , focos para alguns, superação , e firmar-se acima das possíveis criticas e da aceitação maior do publico, porem abrindo um leque também para , novamente a questão, a ação ilegal , que muitos a justificam pelo fato de haver uma proibição, e o ilegal é legal.
A trupe de graffiti americano , começou a despontar em 1980, junto com o movimento hip hop, fazendo parte dos tão falados 4 elementos, que no caso se ligam diretamente ao rap , são os DJ's , nos toca discos ,os MC's , no microfone, mandando sua mensagem, os B.Boys , entrando no compasso do rap com danças criativas, e os graffers , colorindo o meio em que passam. No Brasil esse estilo não só invadiu o metrô , varias experiências foram realizadas em termos de técnica , pois no inicio só se via um tipo de traço de spray. O tamanho padrão das latas, com jatos relativamente grossos, fez com que se buscassem novas possibilidades de variação de bicos. Assim percebeu-se que desodorantes e inseticidas possuíam bicos que produziam traços mais finos. A partir daí, descobriu-se que extraindo um pouco de ar da lata de tinta spray seu jato torna-se menos denso, e o traço mais fino , e assim fora se aprimorando. Por ultimo, tivemos a utilização do compressor, substituindo a lata de spray, porem muitos dos graffiteiros discordam da utilização dele pois alem de substituir as latas está substituindo o próprio graffiteiro, deixando o de comparsa a uma maquina .O estilo americano começou realmente a ser realizado em grande escala em 1989, com os gêmeos Gustavo e Otavio , Speto, Binho, Tinho e ,ainda, o excelente grupo Aerosol, que se destacaram entre outros. Hoje em dia, alem das letras coloridas, caracteristica do graffiti americano , estão aparecendo desenhos elaborados , partindo de apurada técnica. Esses desenhos traduzem o universo hip-hop em suas mais variadas nuances, com figuras humanas dançando, pensando, cantando , etc...bastante americanizado, porem , os mesmo estão caminhando para uma evolução, como podemos presenciar , esse estilo americano, esta sendo bastante abrasileirado, e assim expondo nossa cultura a população , assim entretendo e passando informações ao publico.

conheça a História da Dança de Rua

Hip Hop do Maranhão

O Street é uma dança eminentemente negra, de origem americana, cuja difusão se deu primeiramente nas ruas de cidades grandes, onde, atualmente, estão situados os maiores focos do RAP (Rythm And Poetry), gênero de música bastante conhecido atualmente.As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.No decorrer da sua difusão, houve a criação de diversos estilos da dança, como o Break, o Hip Hop, o Funk, o Soul e outros mais. Cada um possui características específicas, como ritmo e passos específicos.Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.O Street Dance, apesar de denominação genérica, no Brasil abrange a todos os estilos sem distinção. Houve uma mistura em tal grau que a intenção das coreografias passou a ditar o estilo da dança.Além da dança, o Street Dance promove aos interessados a possibilidade de interação. A criação de grupos é o primeiro passo para a divulgação, pois trabalha o lado social da dança; tanto no que se refere à atingir um determinado público, como também cria um sentimento de amizade interno.Hoje sua repercussão mundial,

Ao pé da letra, "Street Dance" é dança de rua mas, não precisa ser feita necessariamente no asfalto. A primeira vez que isso aconteceu foi em 1929, quando houve uma supercrise econômica nos EUA. Ninguém tinha grana pra nada, muito menos prá se divertir, com isso, os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados. Foram para as ruas fazer uns shows a fim de descolar uns trocos. Foi então, que da mistura do Ragtime, Jazz e outros ritmos negros, surgiram os tap dancers (sapateadores), os primeiros dançarinos de rua. É claro que o que era feito nessa época é completamente diferente do que existe hoje.
Mas foi um início. Mais parecido com o que existe hoje, foi o movimento que surgiu em 1967, quando James Brown criou e formalizou a Funk music. Assim com o som de Brown, a dança foi buscar no Jazz, no Rock'n Roll, nos passos dos dançarinos de baile, uma linguagem que acompanhasse o balanço da sua música.
O Break, uma das vertentes do Street Dance, surgiu depois do Funk. Usa uma linguagem semelhante à da mímica, movimentos de acrobacia, ginástica olímpica, sempre aproveitando bem o corpo e o chão. Hoje, o Break continua parecido como no final dos anos 70. Este estilo ainda trabalhava os passos muito em cima dos malabarismos. E é muito legal, especialmente porque os B.Boys (abreviação de Break Boys, pessoas que praticam o Break) mantém a tradição do início da cultura Hip Hop, embora cada vez mais as manobras estejam se complicando.
Atualmente o Street Dance, feita por grupos como o Unidade Móvel e o The Face, faz uma mixagem de várias formas sobre este mesmo estilo de dança. Mas em cada passo, o que importa é o estilo e a atitude do dançarino. Existe técnica, rigidez na forma de passos, mas total liberdade na execução dos movimentos, por exemplo, você precisa parar o braço numa determinada posição mas, não existe um jeito único de se chegar a esse fim, como no balé. No Street Dance cada um pode criar o movimento até atingir essa posição.
Existe a valorização da criação individual, desde que, é claro, que a pessoa invente seu jeito sem sair fora do balanço, como, aliás, exige em qualquer outra dança. Se você leva jeito, não custa tentar. Boa Sorte!!
Obs: A imprensa americana denomina de Street Dance, devido não ser uma dança acadêmica e por causa dos B.Boys treinarem em lugares públicos como praças, ruas e calçadas. No Brasil, há grupos mal informados que divulgam o Street Dance como Dança de Rua para o público e imprensa, o que não é correto. Pois nos velhos tempos era raro ver um dançarino de verdade na rua. Os "crews" (turma de dançarinos), costumavam executar suas performances em festas e discotecas, e não nas ruas.

Conheça melhor a História do Street Dance


Breve História do Hap
No Brasil, o Hip-Hop chegou no início da década de 80 por intermédio das equipes de baile, das revistas e dos discos vendidos na 24 de Maio (São Paulo).

Os pioneiros do movimento, que inicialmente dançavam o Break, foram Nelson Triunfo, depois Thaíde & DJ Hum, MC/DJ Jack, Os Metralhas, Racionais MC's, Os Jabaquara Breakers, Os Gêmeos e muitos outros. Eles dançavam na Rua 24 de Maio, mas foram perseguidos por lojistas e policiais; depois foram para a São Bento e lá se fixaram.
Houve um período de divisão entre os breakers e os rappers, os primeiros continuaram na São Bento, os outros foram para a Praça Roosevelt.
O rap, a principio chamado de "tagarela", ascende e os breakers formam grupos de Rap. Em 1988 foi lançado o primeiro registro fonográfico de Rap Nacional, a coletânea "Hip-Hop Cultura de Rua" pela gravadora Eldorado. Desta coletânea participaram Thaide & DJ Hum, MC/DJ Jack, Código 13 e outros grupos iniciantes.
Nesse período de ascensão do Rap, a capital paulista passou a ser governada por uma prefeitura petista, o que muito auxiliou na divulgação do movimento Hip-Hop e na organização dos grupos. Por esse motivo foi criado em agosto de 89 o MH2O - Movimento Hip-Hop Organizado, por iniciativa e sugestão de Milton Salles, produtor do grupo Racionais MC's até 1995.
O MH2O organizou e dividiu o movimento no Brasil. Ele definiu as posses, gangues e suas respectivas funções. Nesse trabalho de divulgação do Hip-Hop e organização de oficinas culturais para profissionalização dos novos integrantes, não podemos esquecer de citar a participação do músico de reggae Toninho Crespo.
Este trabalho teve sua continuidade no município de Diadema com o profissionalismo de Sueli Chan (membro do MNU - Movimento Negro Unificado).
Outra pessoa que foi muito importante na divulgação do Hip-Hop no Brasil, foi Armando Martins com o seu programa Projeto Rap Brasil, que lançou vários grupos de Rap durante os anos em que esteve no ar.

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